A seguir aos luminares vêm os três planetas a que se chama pessoais: Mercúrio, Vénus e Marte. Pessoais porque se movem com relativa rapidez, e por isso variam muito de pessoa para pessoa, mesmo entre quem nasce no mesmo ano.
Mercúrio — a mente que pensa e diz
Mercúrio é o modo como pensas e como falas. Não é a inteligência (essa não cabe num planeta), é a forma que ela toma. Um Mercúrio em Gémeos pensa por associação, salta de tópico, é ágil; um Mercúrio em Touro pensa devagar, prefere ter a certeza antes de abrir a boca, e quando fala fala para ficar.
Mercúrio nunca anda longe do Sol — está sempre, no máximo, a 28° dele. Por isso há boas hipóteses de o teres no mesmo signo do Sol, ou no anterior, ou no seguinte.
Vénus — o que valorizas e como amas
Vénus é o prazer, o gosto, o afecto. É a forma como atrais, o tipo de beleza que reconheces, o que consideras valor — em relações, em coisas, em arte. Um Vénus em Balança procura harmonia e simetria; um Vénus em Escorpião procura intensidade e profundidade.
Em relações amorosas, Vénus diz-te o que gostas de receber. Marte, a seguir, diz o que vais buscar.
Marte — o que queres e como o vais buscar
Marte é o desejo, a vontade, a forma de agir. É como te zangas, como atacas um problema, como persegues o que queres. Um Marte em Carneiro vai a direito; um Marte em Caranguejo recua e ataca de lado, ou desiste e fica magoado em silêncio.
Como funcionam juntos
Mercúrio, Vénus e Marte são, na verdade, os três planetas com que mais lidamos no quotidiano: pensar, gostar, agir. Quando estão em sintonia entre si (mesmo elemento, aspectos suaves), as decisões saem fluidas. Quando estão em tensão, há atritos quotidianos — pensar uma coisa, querer outra, fazer uma terceira.